Taxas de homicídios só aumentam no Ceará, contrariando o discurso
do Governo. Estatísticas oficiais omitem registros de crimes
Violência armada já provocou 2.565 assassinatos em nove meses de
2016. Capital lidera com 770 homicídios
Estatísticas apontam o alto índice de mortes provocadas por armas
de fogo
Os números são de uma guerra. Em nove meses de 2016, mais de 2.500
pessoas foram assassinadas no Ceará, precisamente, 2.514. Este é o balanço da
criminalidade armada que avança sem trégua no estado, contrariando o discurso
do Governo Estadual. Junte-se a este número, mais 50 homicídios registrados nos
primeiros cinco dias de outubro, totalizando, assim, 2.564 execuções sumárias. E os números só não são ainda mais fatídicos
por conta de um pacto de paz celebrado por facções criminosas, mas que, aos
poucos, vem sendo quebrado.
Portanto, a média por mês é de 279,3 homicídios, ou 9,3 por dia, o
que faz do Ceará um dos mais violentos do País em relação aos crimes contra a
vida (homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte).
Em nove meses de 2016, os números apontam que somente na Capital
foram registrados 770 assassinatos entre janeiro e setembro, uma média mensal
de 85,5 casos. Já a Região Metropolitana
de Fortaleza (RMF) registrou média de 66,7 homicídios/mês, com 601 homicídios
em nove meses.
Interior
No Interior Norte, região que abrange 108 municípios distribuídos
em cinco Áreas Integradas de Segurança (AIS 10, 12, 13, 14 e 17), foram
perpetrados 426 homicídios entre janeiro e setembro deste ano, com média de
47,3 casos mensais. O Interior Norte é o
perímetro dentro do Estado que tem menores taxas de homicídios em comparação
aos demais.
Já no Interior Sul, formado por 62 municípios onde estão quatro
Áreas Integradas de Segurança (AIS 11,
15, 16 e 18), ocorreram de janeiro a setembro 717 homicídios, com média mensal
de 79,6 casos.
Além da Capital, os municípios cearenses que apresentam maiores
taxas de assassinatos são: Caucaia, Maracanaú, Itaitinga (por conta de presença
de um complexo penitenciário com seis
presídios/CPPLs e uma penitenciária), Eusébio, Pacatuba, Quixadá,
Russas, Juazeiro do Norte, Sobral, Morada Nova, Limoeiro do Norte, Redenção e
Pacajus.
A Capital
Em Fortaleza, divida em seis Áreas Integradas de Segurança (AIS
1,2,3,4,5 e 6), um pacto celebrado entre facções criminosas no começo do ano
proporcionou uma queda relevante dos assassinatos. Em janeiro, 134 pessoas
foram mortas na cidade. Já no mês de setembro, foram 45. No entanto, entre as quatro regiões do
Estado, Fortaleza ainda aparece nas estatísticas como a mais violenta do
Estado, com o maior quantitativo de homicídios e latrocínios.
Por FERNANDO RIBEIRO
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